Artes, ciências e educação

O livro explora como filosofia, ciência e arte lidam com o caos. A filosofia busca consistência no infinito, a ciência delimita o referencial, e a arte recria o infinito no finito, através de planos e criações estéticas que moldam nossa compreensão do mundo.

Texto – Os ordenamentos educacionais e sua real aplicabilidade
Páginas 125 até a 151

* Imagem meramente ilustrativa

Organização:
Ana Maria Haddad Baptista
Francisca Eleodora Severino
Carminda Mendes André

Descrição

O que define o pensamento, as três grandes formas do pensamento, a arte, a ciência e a filosofia, é sempre enfrentar o caos, traçar um plano, esboçar um plano sobre o caos. Mas a filosofia quer salvar o infinito, dando-lhe consistência: ela traça um plano de imanência, que leva até o infinito acontecimentos ou conceitos consistentes, sob a ação de personagens conceituais. A ciência, ao contrário, renuncia ao infinito para ganhar a referência: ela traça um plano de coordenadas somente indefinidas, que define sempre estados de coisas, funções ou proposições referenciais, sob a ação de observadores parciais. A arte quer criar um finito que restitua o infinito: traça um plano de composição que carrega por sua vez monumentos ou sensações compostas, sob a ação de figuras estéticas.

GILLES DELEUZE / FÉLIX GUATTARI