Signos artísticos em movimento

Este livro explora a tensão entre teoria e práxis, desafiando a rigidez acadêmica. Os ensaios buscam uma reflexão criativa e investigativa, valorizando o pensamento vivo e a capacidade de sedução do texto. Uma obra que convida a uma consciência crítica e à busca por significados além da superfície.

* Imagem meramente ilustrativa

Organização:
Ana Maria Haddad Baptista
Rosemary Roggero
Ubiratan D’Ambrosio

Descrição

Nas relações férteis para a autorreflexão que se quer explorar entre teoria e práxis, os confrontos com a rigidez da formação acadêmica expõem o autor a risco duplo: ao se fundar naquilo que é manifesto pela realidade pode tornar-se mera repetição do que está presente na superfície de cada contexto (e, nesse caso, a realidade se encerra numa aparência que descreve relações simuladas, apenas); por outro lado, ao se referenciar na teoria, pode predispor-se a tornar cada circunstância da realidade observada mera ilustração daquilo que já foi dito, por vezes numa forma de interpretação forçada do particular.

Assim, assumir o desafio de produzir ensaios é assumir o desafio de manter a consciência (ou o que resta dela) alerta contra o seu viés, manter atenta a crítica. É o crítico tem que manter vivo o conceito que permite manter presente o objeto, numa linguagem elegante que suporte o pensamento vivo.

É o que nos propusemos fazer nos textos que compõem esta obra. Nessa medida, os ensaios que integram este livro buscam, de maneira criativa e ao mesmo tempo investigativa, demonstrar que o ensaio pode ser lido enquanto uma categoria que busca, além de seus referenciais, valores literários. Há muito tempo, grandes pensadores, advertem que o real valor de um texto, seja ele de qualquer área e com quaisquer objetivos, deveria estar mais voltado para signos sensíveis, imateriais. E, assim, estaria cumprindo, enquanto texto, seu principal objetivo, ou seja, a capacidade da sedução.

Os ORGANIZADORES